quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Relatório de Pesquisa

Lutas nas Aulas de Educação Física


Artigos:

TEMA DA PESQUISA

A tematização das lutas na Educação Física Escolar: restrições e possibilidades

REFERÊNCIA

Barbosa do Nascimento, Paulo Rogério; Almeida, Luciano de. A tematização das lutas na Educação Física Escolar: restrições e possibilidades Movimento, vol. 13, núm. 3, septiembre-diciembre, 2007, pp. 91-110

RESUMO

O tema “lutas”, indicado para ser tratado pedagogicamente pela disciplina curricular de Educação Física na escola, apresenta algumas restrições. O desafio deste trabalho foi realizar uma necessária reflexão sobre o tema e efetivas intervenções no contexto escolar, para contrapô-las. Entendemos que, com essas experiências “singulares”, foi possível relativizar “empecilhos” postos para o trato pedagógico desse conteúdo na escola. Reforçarmos a convicção da importância de o professor ter claro para si sob qual perspectiva teórica tratará os conteúdos para, então, lançar mão de metodologias de trabalho sintonizadas com a teoria.

PALAVRAS-CHAVE

Luta. Educação Física. Currículo.

LINK

Consulta em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em:<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=115314345005>

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TEMA DA PESQUISA

Produção acadêmica em lutas, artes marciais e esportes de combate

REFERÊNCIA

Correia, Walter Roberto; Franchini, Emerson. Produção acadêmica em lutas, artes marciais e esportes de combate. Motriz, Rio Claro, v.16 n.1 p.01-09, jan./mar. 2010

RESUMO

O presente estudo objetivou analisar a produção acadêmica em lutas, artes marciais e esportes de combate nas principais revistas acadêmicas de circulação nacional da área de Educação Física, após o estabelecimento do sistema CONFEF, bem como analisar os temas destes artigos. A classificação quanto à sua temática seguiu a proposição de Tani (1996) para a estrutura acadêmica da Cinesiologia, Educação Física e Esporte. Dos 2561 artigos publicados nesses periódicos, apenas 75 (2,93%) tratavam de Lutas/Artes Marciais/Modalidades Esportivas de Combate. Foi constatado o predomínio dos estudos conduzidos na área de Biodinâmica (40%), seguidos pelos Estudos Socioculturais do Movimento Humano (32%) e Comportamento Motor (8%). Os estudos aplicados foram divididos em: Pedagogia do Movimento Humano (10,7%), Treinamento Esportivo (8%), Administração Esportiva (1,3%) e Adaptação do Movimento Humano (nenhum artigo produzido). Esses dados indicam: (1) carência de publicações sobre essas atividades, especialmente as de caráter aplicado; (2) necessidade de investimento em pesquisas inter e multidisciplinares sobre essa temática.

PALAVRAS-CHAVE

Artes Marciais. Ciência. Estatística e dados numéricos.

LINK

Consulta em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em: https://doi.org/10.5016/1980-6574.2010v16n1p01

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TEMA DA PESQUISA

(In)justificativas e (im)possibilidades do professor de educação física em adotar as lutas como unidade temática.


REFERÊNCIA

Boehl, Walter Reyes; Lima, Leonardo da Silva; Fonseca, Denise Grosso da;(In)justificativas e (im)possibilidades do professor de educação física em adotar as lutas como unidade temática. [v. 16 | n. 1 | p. 69-77 |2018]

RESUMO

O tema lutas em unidades temáticas da educação física escolar não é recorrente nas aulas. Mesmo que documentos pedagógicos norteadores apontem para o seu uso, poucos são os professores que aproveitam. Esta pesquisa tem como escopo identificar as dificuldades e impedimentos para empregar as lutas como conteúdo em unidades temáticas de educação física escolar, por docentes sem formação em artes marciais. Os objetivos específicos visam compreender como os professores percebem as dificuldades para inserir as lutas; demonstrar quais alternativas buscam para superá-las; verificar se essa cultura corporal de movimento vem apresentando-se nas aulas. O método adotado foi de caráter qualitativo, do tipo descritivo/exploratório, tendo como mecanismos de coleta de informações questionários aplicados a docentes e estagiários, participantes do curso de extensão. Dos 167 cursistas matriculados, 19 participantes responderam ao questionário. A análise dos elementos demonstrou que os professores de educação física evidenciam insegurança em tratar sobre um assunto o qual não dominam; que procuram diversas opções para suplantar os problemas e também sugerem a necessidade de um maior debate acerca do assunto das lutas no contexto escolar.

PALAVRAS-CHAVE

Educação Física Escolar; Linguagens; Lutas; Unidade Temática.
LINK

Consulta em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/view/19241

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TEMA DA PESQUISA

A evolução dos esportes de combate no currículo do Curso de Educação Física da UFRGS

REFERÊNCIA

Trusz, Rodrigo Augusto; Nunes, Alexandre Kelly; A evolução dos esportes de combate no currículo do Curso de Educação Física da UFRGS. Movimento, Porto Alegre,. Vol. 13, n. 1 (jan./abr. 2007), p. 179-204.

RESUMO

Este estudo busca resgatar informações que fizeram parte de diferentes momentos históricos do curso de Educação Física da UFRGS. Entende-se que os esportes de combate possuem importância social e cultural. Com base nesse entendimento, procuramos recuperar informações acerca da inclusão e evolução das disciplinas de combate deste curso, no período de 1940 a 2004. Verifica-se um aumento no número de disciplinas: de uma em 1941 para nove, atualmente. Porém, foi constatada uma tendência ao desaparecimento desses esportes devido à opção feita por disciplinas mais gerais.

PALAVRAS-CHAVE

Educação Física: Curriculo; Lutas; Pratica Profissional;

LINK

Consulta em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/20337
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TEMA DA PESQUISA

As lutas na educação física escolar: um ensaio sobre os desafios para sua inserção.



REFERÊNCIA

Gabriela Simone Harnisch; Lizete Wasem Walter; Shayda Muniz de Oliveira Guilherme; Bruna Poliana Silva; Ana Laura Fischer Lottermann; Douglas Roberto Borella; As lutas na educação física escolar: um ensaio sobre os desafios para sua inserção. v. 16 | n. 1 | p. 179-184 |2018]

RESUMO

Trata-se de um ensaio que teve como objetivo discursar acerca dos desafios para a inserção do conteúdo lutas na Educação Física Escolar. As lutas, apesar de contempladas nos documentos norteadores da Educação Física Escolar, ainda carecem de maior atenção, tendo em vista que, muitos empecilhos ainda são elencados para a mesma ser desenvolvida nas escolas. Sendo assim, sugere-se que as lacunas evidenciadas quanto à formação de professores em relação às lutas e a disponibilidade de materiais e espaços sejam sanadas, bem como, que a relação das lutas com a violência seja cada vez menos presente perante a comunidade escolar. Espera-se que este estudo possa suscitar a comunidade acadêmica quanto ao assunto para que tal conteúdo seja desenvolvido, conforme previsto na literatura e nos principais documentos que regulamentam a Educação Física no Brasil.

PALAVRAS-CHAVE

Educação Física; Lutas; Escola.

LINK

Consulta em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/view/19247/pdf

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TEMA DA PESQUISA

Possibilidades do ensino das lutas na escola: uma pesquisa-ação com professores de educação física.



REFERÊNCIA

Bernhardt Hegele; Fernando Jaime González; Robson Machado Borges; Possibilidades do ensino das lutas na escola: uma pesquisa-ação com professores de educação física. v. 16 | n. 1 | p. 99-107 |2018]

RESUMO

Esta pesquisa buscou verificar quais são as consequências de uma experiência de formação colaborativa, nas concepções de professores acerca da abordagem das lutas nas aulas de educação física escolar. Para tanto, operou-se metodologicamente com a realização de uma pesquisa-ação com quatro docentes de Educação Física que atuam em escolas públicas no interior do Rio Grande do Sul. Os professores, juntamente com um dos pesquisadores, constituíram um grupo de estudos que se reuniu semanalmente em oito encontros, com o intuito de refletir sobre a abordagem das lutas na educação física escolar. Os resultados indicam que, inicialmente, os professores não se sentiam em condições de tematizar as lutas na escola. Especialmente, porque não tiveram um componente curricular específico em sua formação inicial. No entanto, após a realização do estudo, os docentes compreenderam que é possível trabalhar com as lutas nas aulas de educação física. Os principais fatores que geraram essa alteração foram o estudo dos jogos de lutas e sua classificação com base nas distâncias, a produção de tarefas durante os encontros e a vivência corporal nas reuniões.

PALAVRAS-CHAVE




Lutas; Educação Física escolar; Pesquisa-ação.


LINK

Consulta em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/view/18953/pdf




Teses:

TEMA


As armas da crítica à crítica das armas : o trato com o conhecimento da categoria luta corporal no currículo de formação de professores de educação física da UFS.


REFERÊNCIA

ARAÚJO, Benedito Carlos Libório Caires. As armas da crítica à crítica das armas : o trato com o conhecimento da categoria luta corporal no currículo de formação de professores de educação física da UFS. 2015. 183 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2015.

RESUMO

A tese apresenta como objeto o estudo do conteúdo Luta/Luta Corporal. Neste particular coloca em debate os sentidos empregados por diferentes correntes para o termo, e tomando como princípio para a pesquisa a perspectiva marxista da suprassunção (aufheben), demonstra as regularidades das Lutas Corporais a fim de uma definição mais precisa para a área. Na abordagem do tema consideramos como referencial teórico o Materialismo Histórico Dialético e como pergunta central: Qual é a realidade e as possibilidades do trato com o conhecimento luta/luta corporal no currículo de formação de professores da universidade pública brasileira, em especial, a universidade federal de Sergipe? No decorrer da tese apontamos algumas das principais mediações que caracterizam o que chamamos de ensino de Lutas Corporais a partir da centralidade do gesto técnico, uma tendência dominante, em meio a qual os conteúdos das lutas tradicionais cedem espaço para os modelos emergentes na grande mídia na forma de Ultimate Fight Championship, Pride, Strikeforce, judô olímpico, taekwondo olímpico etc. estes passam a representar a forma para tratamento do conteúdo, seja na academia ou nas aulas de educação física ou na escola, identificamos ainda que este fenômeno reflete o aprofundamento de uma realidade objetiva excludente, geradora de insegurança, individualismo e alienação, tal realidade, parece fornecer a justificação necessária a um projeto de formação que condicione futuros professores a atender prontamente aos processos de acumulação capitalista, em especial a acumulação flexível e a lógica do mercado, ao desenvolver nelas aptidões tais como: concentração, disciplina, prontidão física (exclusão e subordinação). Quanto ao trato com o conhecimento luta/luta corporal no currículo de formação de professores da universidade federal de Sergipe a investigação do conjunto de 34 resoluções, no período compreendido entre 1974 (data da criação do curso), até 2011 (ano da publicação das últimas resoluções) concluiu que apenas 5 descrevem procedimentos/orientações para o trato do conteúdo Luta Corporal com 11 citações a ementários. Nesse contexto, identificamos, que, mesmo considerando os avanços promovidos pelas últimas resoluções no sentido de superar uma abordagem restritiva, que toma uma modalidade como referência para o ensino do conteúdo Luta Corporal, ainda identificamos a persistência de tendências que privilegiam a concepção dualista de homem, voltadas para a promoção da saúde, do alto rendimento das habilidades motora e estética. Muito distante, portanto, daquilo que preconizamos, a saber: compreender as Lutas Corporais como produtos culturais que contém em si características das relações mais gerais da sociedade capitalista, e suas especificidades no próprio desenvolvimento econômico local, carregando contradições essenciais para análises que fazem e fizeram da luta, uma atividade econômica extremamente importante ao longo da história da humanidade. Por fim, buscamos apresentar uma proposta de trato com o conhecimento Lutas/Lutas Corporais nas aulas de Educação Física, visando elevar o padrão cultural esportivo dos futuros professores de Educação Física do Estado de Sergipe.

PALAVRAS-CHAVE

Formação de professores. Luta corporal. Educação Física. Currículo.

LINK

Acesso em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em: https://ri.ufs.br/handle/riufs/4606

TEMA

O ensino do saber lutar na universidade: estudo da didática clínica nas lutas e esportes de combate.

REFERÊNCIA

Gomes, Mariana Simões Pimentel. O ensino do saber lutar na universidade: Estudo da didática clínica nas lutas e esportes de combate. TESE DE DOUTORADO - Universidade Estadual de Campinas, 2014.

RESUMO

A ânsia em compreender como as Lutas e Esportes de Combates (L&EC) são ensinados na universidade nos impulsionou a desenvolver este estudo, que trata dos saberes que permeiam o ensino deste objeto. O entendimento do conceito e lógica do saber lutar, que diz respeito à intenção tática e capacidade de adaptação aos imprevistos dos combates, possibilitou a identificação de outros saberes que fundamentam o ensino das L&EC na universidade. Partimos da premissa de que um saber, para ser ensinado deve sofrer transformações, tornando-se ensinável e a transposição didática, emprestada ao campo da didática clínica, observa e analisa este processo de transmissão dos saberes. Neste sentido, este estudo buscou entender os saberes que os professores de Lutas/Esportes de Combate selecionam para ensinar, bem como o processo de transformação e transmissão desses saberes para os alunos na universidade. A orientação clínica de pesquisa sugere, que para compreendermos toda a singularidade dos sujeitos é necessário conhecermos sua história, suas intenções para posteriormente confrontá-las com a prática, indicando possíveis diferenças entre o que o sujeito declara e o que ele realmente faz. Selecionamos dois professores das disciplinas savate boxe francês/canne de combat (Roger) e esgrima (Jean) do curso de Educação Física da universidade de Toulouse na França e observamos três aulas de cada um deles. Identificamos variáveis didáticas que caracterizaram sua abordagem de ensino (relação de oposição, cooperação, processo de devolução, repetição/demonstração, arbitragem e capacidades físicas) e a partir daí discutimos o discurso e prática dos professores, reconstruindo o caso de Roger e Jean, analisando suas escolhas didáticas, as possíveis transformações em seus saberes de referência e as presumíveis razões que os levam a agir de uma determinada maneira. Encontramos semelhanças e diferenças no ensino dos dois professores que se relacionaram à natureza das atividades que ensinam, sua história pessoal e experiência de vida, assim como aos saberes que os servem como referência. Em ambos os casos, à seus métodos, os professores exploram o saber lutar em suas aulas, porém, não parecem fornecer aos alunos, nas sessões analisadas, ferramentas para ensiná-lo quando professores no futuro.

PALAVRAS-CHAVE

Lutas, Esportes de Combate, Artes Marciais, Ensino, Pedagogia, Transposição didática, Didática clínica.

LINK

Acesso em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em:




Dissertações

TEMA

Das relações com os saberes das lutas nas aulas de Educação Física : as perspectivas dos alunos



REFERÊNCIA

SO, Marcos Roberto. Das relações com os saberes das lutas nas aulas de Educação Física : as perspectivas dos alunos. 2014. x197 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências e Tecnologia, 2014.

RESUMO

Esta dissertação está vinculada à linha de pesquisa “Práticas e Processos Formativos em Educação”, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Presidente Prudente. O objetivo desta investigação é compreender como os alunos relacionam-se com os saberes propostos no conteúdo lutas em aulas de Educação Física de uma escola pública localizada em cidade do interior do estado de São Paulo, que se orienta pelo currículo oficial de Educação Física. Trata-se de um estudo de caso com uma turma de 7° ano do Ensino Fundamental, que busca diligenciar como os alunos manifestam e constroem as relações com os saberes das lutas, com base nos referenciais teóricos de Bernard Charlot. Os procedimentos metodológicos foram: (a) observação de aulas do conteúdo “Judô”; (b) entrevistas semiestruturadas com professor e alunos, antes e após a sequência de aulas. O resultados das entrevistas iniciais apontam que os alunos com vivências anteriores em lutas demonstraram maior interesse em aprender o conteúdo, e os demais associaram a luta ao machucar e à violência. Contudo, os alunos inicialmente desinteressados pelas aulas de judô mobilizaram-se durante o processo, graças aos “jogos de luta” desenvolvidos, à conduta paciente e atenciosa da professora nas instruções de aula, bem como à ajuda de colegas de turma que já possuíam vivências de lutas, que se valeram da amizade como meio de convencimento de colegas. De modo geral, a luta representou um conteúdo “novo” nas aulas de Educação Física na opinião discente.

PALAVRAS-CHAVE

Educação. Alunos. Formação Profissional. Judo.

LINK

Acesso em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/115598>.



TEMA

 As práticas corporais de lutas pela ordem do discurso científico da educação física.

REFERÊNCIA

Gonçalves, Arisson Vinícius Landgraf. As práticas corporais de lutas pela ordem do discurso científico da educação física. Dissertação (pós graduação) - RIO GRANDE - Universidade Federal do Rio Grande, 2012.

RESUMO
Esta dissertação tem por objetivo problematizar a constituição das Lutas enquanto um saber produzido pelo discurso científico, no qual a Educação Física se apóia. Diante da proliferação de significados atribuídos a essas práticas corporais, tanto dentro quanto fora do cenário acadêmico, chama a atenção o quanto elas são atravessadas por um sentido educativo. Assim, esta pesquisa se configura num processo de escrita-pensamento estruturado em dois artigos. O primeiro movimento (artigo I) é dedicado a identificar e problematizar como essas práticas corporais são produzidas enquanto um saber que compõe a Educação Física brasileira, a partir do que se fala sobre o tema no âmbito acadêmico. Desse modo, com base num exercício de análise discursiva, inspirado nas pesquisas do filósofo Michel Foucault e nas contribuições da teoria enunciativa em Dominique Maingueneau (1997), foi possível elencar as principais formações discursivas que orientam a discussão sobre Lutas dentro da Educação Física. Já o segundo movimento (artigo II) trata de problematizá-las através da constituição das formas de pensamentos lançados a elas, em diferentes momentos da construção da Educação Física brasileira. Por meio de um exercício genealógico, essas práticas aparecem como mais um instrumento produzido para pedagogizar corpos. Em conjunto, os dois artigos demonstram alguns movimentos de pesquisa e deslocamentos analíticos, escolhidos na tentativa de perseguir e evidenciar alguns elementos da construção dessas práticas corporais, a partir de um filtro de regimes de verdades que as colocam na ordem do discurso científico. No contexto geral, esta dissertação tenta contribuir para uma atitude de estranhamento do que, muitas vezes, é tomado tranquilamente como verdade.

PALAVRAS-CHAVE

Lutas; Educação Física; Discurso Científico; Verdade.

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Acesso em: 14 de fevereiro de 2019. Disponível em: http://repositorio.furg.br/handle/1/2781




LIVRO

TEMA

O Ensino das Lutas nas Escolas: Possibilidades para a Educação Física.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Rufino, Luiz Gustavo Bonatto; Darido, Suraya Cristina. O Ensino das Lutas nas Escolas: Possibilidades para a Educação Física. 1. ed. Porto Alegre: Penso Editora, 2015.  

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Exergames como ferramenta pedagógica para as aulas de Educação Física


1. Qual a importância dos exergames na vida de crianças e adolescentes.


Despertam o interesse por alguma modalidade esportiva; incentivam o movimento; podem ser utilizados nas diversas faixas etárias; podem ser usados para aprimoramento de técnicas esportivas; aumento da dimensão de concentração; aumenta a aprendizagem motora e a eficiência na pratica.


2. Qual a finalidade dos exergames para:

a) Reabilitação:
Oferecem possibilidades nas reabilitações de funções motoras, cognitivas, e melhorias em aspectos emocionais a partir da atividade física proposta em seus jogos;



b)Educação Física:
Esse tipo de tecnologia emprega o ato de “mover-se para jogar”, contrariando a ideia do sedentarismo, da passividade e da inatividade do jogador.


c)Atividade Física/Fitnness:
Além de contribui no auxilio a prevenção de diversas doenças, como hipertensão arterial, depressão, obesidades, entre outros. Interfere positivamente na manutenção das relações sociais e autoestima, diminuindo o estresse e a ansiedade, promovendo melhorias nas funções cognitivas e humor, que é um fator presente no perfil de pessoas longevas.


d)Combate a Obesidade:
Aumentam os níveis atividade física e de gasto energético em crianças e adolescentes através das mais variadas práticas corporais.


3. Quais dispositivos são comumente utilizados nos exergames? Que tipo de tecnologia de captação de movimento e controle é utilizado no jogo.

EyeToy
É utilizado uma câmera digital a cores, semelhante a uma webcam, para o PlayStation 2. A tecnologia faz uso da visão computadorizada para processar imagens tiradas pela câmera, o que permite a interação com jogos através do movimento do corpo, detecção de cores e, através do microfone incorporado.


4. Qual a importância do movimento no exergames.

Melhoram a concentração, evidenciando uma evolução desses alunos, concluindo que o uso de exergames pode complementar as aulas de Educação Física respeitando as estratégias usadas pelo professor como forma de aplicação,com isso colaborando com o desenvolvimento de alunos com ou sem restrições.


5. Possibilidades de uso dos exergames nas aulas de Educação Física.

Os exergames podem ser utilizados pelo professor nas diversas faixas etárias em escolas, desde o ensino infantil ao ensino médio, e até mesmo no ensino superior, oferecendo possibilidades de educar para uma cultura digital ativa e com movimentos que, como outras formas culturais, interferem na capacidade dos sujeitos de perceberem a realidade. Podem também ser utilizados para aprimoramento das técnicas esportivas ou como ferramenta pedagógica e como aquecimento em clubes ou academias.

6. Descreva um dos exergames abaixo, informando: usuários, tecnologias envolvidas, movimentos que o jogo exige que sejam feitos por parte dos usuários.
DanceMasters
É um jogo de ritmo de músicas para o Xbox 306, que usa os seus movimentos pelo Kinect.

Usuários:
adultos e crianças;
Os jogadores podem também desafiar até quatro amigos para ampliar sua experiência de dança.

Tecnologias envolvidas:
Envolve o jogador executar movimentos de dança dadas, que são seguidos por Kinect e representado na tela por um dos oito avatares. O jogo apresenta mais de 650 movimentos de dança diferentes, abrangendo mais de 90 coreografias. Existem cinco modos disponíveis:
* Perform It: Modo single-player do jogo, em que o objetivo é concluir essas rotinas de dança para ganhar uma pontuação elevada.
* Workout Mode: Uma extensão para o modo normal em que o número de calorias queimadas também são monitorados, juntamente com o tempo de treino.
* Dance Battle: Dois jogadores competem em contra em uma batalha de dança. A pessoa com a maior pontuação será o vencedor. No caso raro de haver um empate na pontuação, o jogador que passou mais movimentos ganha.
* Challenge Mode: Quando todas as músicas (quatro ou cinco) em cada categoria têm dificuldade em pelo menos quatro estrelas em cada uma, um desafio baseado na dificuldade é desbloqueado. Este modo aumenta a dificuldade do jogo por ter porções de quatro ou cinco músicas combinadas em uma só, assim, misturando-se os movimentos da dança. Todos os desafios devem ser preenchidos com quatro estrelas em cada desafio, a fim de desbloquear o desafio final.
* Break It Down: Um modo de prática que permite os novatos para aprender passos de dança mais avançados em um processo passo-a-passo.

Movimentos:
Proporciona liberdade total de movimentos. Você segue atentamente as complexas coreografias exibidas na tela e grava sua performance para utilizá-la como exibição dentro do jogo, comparando assim seus movimentos, a fim de aperfeiçoá-los. Enquanto dançam em sintonia com a música, os usuários podem ainda tirar fotos das suas poses preferidas e salvá-las, compartilhando a diversão com os amigos.

Abaixo segue um vídeo sobre o jogo com uma pequena demonstração. 



FONTE:

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Jogos, Gincanas, Esportes e Lutas


TEMA DA ATIVIDADE



Práticas Esportivas Utilizando Jogos Coletivos



OBJETIVO



-Melhorar o relacionamento inter-pessoal;

-Promover inclusão e permanência dos alunos;

-Aumentar a qualidade de vida;

-Incentivar a prática pelo esporte;

-Unir a prática de atividades físicas de uma forma divertida, somando a aprendizagem da interação social;

-Estimular as atividades cognitivas;

-Aumentar a capacidade física e funcional.



REPORTAGEM SELECIONADA

3 benefícios de praticar esportes coletivos -https://boaforma.abril.com.br/fitness/3-beneficios-de-praticar-esportes-coletivos/ ( BOA FORMA)
Mais de metade das brasileiras abandonarão os esportes até o fim da puberdade - https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2016/08/mais-de-metade-das-brasileiras-abandonarao-os-esportes-ate-o-fim-da-puberdade.html (GALILEU)


PROPOSTA DE ATIVIDADE



Diante do que a sociedade normalmente impõe, em relação a prática de esportes por mulheres, muitas das adolescentes estão abandonando esta atividade muito antes de chegarem a sua fase jovem, esquecendo dos grandes benefícios propostos pela execução de atividades físicas, principalmente no esporte coletivo.



Proposta:



Iniciaremos com uma aula teórica, tendo como objetivo mostrar a importância da prática de esportes como forma de melhorar a qualidade de vida, como também estimulante cognitivo. Em seguida, focando nas atividades coletivas, tais como jogos e brincadeiras que melhoram a interação social e tolerância, além de ser uma ótima oportunidade de inclusão, ressaltando a sua importância dentro do esporte. A partir disso, seguiremos para uma aula prática, com uma atividade coletiva: JOGO QUEIMADA.
Para brincar, é preciso dividir o grupos em dois times, onde o jogador que estiver com a bola deve arremessá-la tentando acertar (queimar) uma pessoa do outro time, quem for queimado sai do jogo. Vence a equipe que conseguir queimar todo time adversário primeiro.




JOGO QUEIMADA:

A parte prática seria o jogo queimada. Será utilizada as regras padrões do jogo, porém pode haver algumas variações caso a turma tenha um número que não seja equivalente, tendo também a parte da prisão, onde os jogadores que forem queimados ficam, podendo queimar os adversários, ajudando os colegas do próprio time, quando a bola passar para o lado adversário e só haver uma bola.
Afim de ressaltar a  importância da inclusão, seriam feitas algumas exigências:
 - Os times devem ter jogadores de ambos os sexos;
- Na formação dos times, a quantidade de meninas e meninos em cada time, se não igual, deve ser bem próxima;
- Todos devem ter a oportunidade de jogar.
O jogo tem como objetivo incentivar a interação entre meninos e meninas, onde consigam observar e aprender com a capacidade um dos outros,  de uma maneira saudável para que possam crescer construir um ambiente escolar sem os padrões da tradicionais da sociedade.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018


Conteúdo Ilegal: Racismo - Roteiro da História em Quadrinho





Racismo é a descriminação social baseada no conceito de que existem diferentes raças humanas e que uma é superior à outras. Consiste em uma atitude depreciativa e discriminatória não baseada em critérios científicos, mas em relação a algum grupo social ou étnico.




Personagens da História:

Tereza (Tete) - Aluna, 11 anos (Negra)
Lucas (Luc) -Aluno, 12 anos (Branco)
Roberto (Beto) - Aluno, 11anos (Branco)
Rita - Professora.
Pais dos Alunos
Coordenação do Colégio


Cenário da História:

A história se passa em uma sala de aula de um colégio de ensino privado, numa turma do 6° ano da educação infantil.


Relação entre os personagens e o ambiente:

Tereza (Tete), Lucas (Luca) e Roberto (Beto), são alunos da classe da professora Rita. Em uma das aulas, ela passou uma pequena atividade e os alunos resolveram criar um grupo no WhatsApp. Porém, Lucas começou a enviar mensagens com comentários racistas, atingido Tereza, que triste com a situação, decidiu sair do grupo e pedir a professora para fazer o trabalho sozinha, mas a professora não permitiu, dizendo que ela não se importe, pois ele deveria só estar brincando. Beto vendo a conversa com a professora, decide ir a coordenação para ajudar a colega.

Apresentação da situação problema:

Racismo na escola. As crianças muitas vezes são influenciadas pelos próprios pais, e o público-alvo torna-se seus colegas de sala.

Aplicação da situação problema até chegar ao ponto alto da história: 

Mostrar a realidade que muitas vezes é ignorada.

Condução da história até a solução do problema e encerramento da história:

Diante da situação ocorrida no Whatsapp, com a aluna Tereza, seu colega de classe Roberto decide ir até a coordenação do colégio, devido a professora não ter tomado nenhuma atitude em defesa da aluna. A coordenação procura os pais dos alunos envolvidos e decide realizar uma palestra sobre o racismo e como ele afeta o convívio, com os pais, alunos e funcionários do colégio, com o objetivo de ensinar e conscientizar o respeito ao próximo e as diferenças.


https://Pixton.com/hq:i8nrty64

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

RACISMO: Quando a violência ultrapassa o mundo real.



Conteúdo Ilegal: Racismo


  O racismo representa grande preconceito e discriminação. A sociedade considera classificar raças entre superioridade e inferioridade, tratando as pessoas de forma seletiva. As mídias sociais influenciam muito na  propagação de ódio, gerando uma grandes casos, onde as pessoas falam deliberadamente em suas redes sociais o que bem entendem. Este tema, infelizmente, ainda é muito atual, apesar da sua longa história.
Um problema muito comum ainda em pleno século XXI, é a discriminação racial, e esta tem aumentado, principalmente, por meio da mídia social. Como a cada dia fica mais fácil se conectar por muitas redes sociais,  muitos dos usuários da internet tem a ideia de estar "anônimo"e acreditando que a internet é uma "terra sem lei".  


  Um caso que teve grande repercussão, foi o da jornalista Maria Júlia Coutinho (Maju) do Jornal Nacional, que aconteceu há pouco mais de um ano, onde ela sofreu ataques preconceituosos em uma rede social (Facebook).


Fonte: carta ideais em tempo real/UOL

  Segundo o site da UOL, em entrevista concedida durante o Prêmio Raça Negra, no dia 15 de novembro, Maju afirmou: “existem leis e espero que essas pessoas não fiquem impunes. Como a Taís denunciou [no início do mês], eu também denunciei. E agora está correndo em segredo [de Justiça]". A legislação determina, por exemplo, a pena de reclusão a quem tenha cometido atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, independentemente de o crime ter sido cometido online ou offline.

  Somente em 2016, a Central de Denúncias coordenada pela ONG Safernet recebeu e processou cerca de 115 mil denúncias de violações de direitos humanos online, envolvendo 39 mil páginas (URLs) distintas. Destas, 35 mil tratavam-se de racismo. Neste contexto, é preocupante que os casos de racismo na Internet se acumulem sem que haja uma punição adequada, com a repercussão necessária para coibir novos episódios.



  Outro caso que teve repercussão na mídia, foi um episódio ocorrido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). O que causou a popularização da hashtag #meuprofessorracista em redes sociais como Twitter e Facebook. De acordo com a revista Galileu,  em carta aberta, o coletivo Ocupação Preta relata que, durante uma discussão em aula, uma professora da faculdade teria abordado com chacota assuntos como marchinhas racistas e a questão racial na obra do escritor Monteiro Lobato.

  Após o episódio, o coletivo criou a campanha virtual #meuprofessorracista, a partir da qual vários estudantes negros começaram a compartilhar seus relatos de enfrentamento do racismo institucional. "Decidimos criar a tag logo depois do episódio na Letras, pois entendemos que existe uma necessidade de projetar a luta antirracista dentro da universidade para fora, porque sempre fica colocado como caso isolado, quando é uma conduta comum em várias salas de aulas no Brasil", disse a Ocupação Preta em entrevista à GALILEU. 
 Fonte: Revista Galileu.


  Os casos vão desde episódios ocorridos no jardim da infância até o ensino superior. "Essa campanha me fez lembrar de quando eu tirei uma nota 'boa' em uma prova, e meu professor me fez refazer a prova ao lado dele, porque disse que não era possível eu ter tirado aquela nota, que eu havia colado", escreve uma internauta. "[Meu professor racista] falou que uma amiga de classe estava sujando a parede por ser mais escura dos que os demais da sala", afirma outro.
Todas essas publicações nas redes, serviu como um grande protesto a respeito dos fatos ocorridos. Aqui percebemos os lados de como cada usuários escolhe usar as mídias, como forma de atingir de modo ruim o próximo, ou com a intensão de ajudar. Infelizmente esses não serão os últimos casos racista, a luta continua, ainda teremos uma longa caminhada em combate ao antirracismo.





Referências 
Estação de Jornais do UOL - www.uol.com.br/jornais 
IstoÉ -www.terra.com.br/istoe
Galileo- www.revistagalileu.globo.com 

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